Empregabilidade Vitalícia

Todo dia, leio tanto quanto o tempo livre me permitir. A ideia ficar atualizado às mudanças é confrontada pela quantidade enorme de fontes e novidades. Sempre há algo incrível para aprender: novos conceitos, experiências criativas, dicas de comportamento, tendências de negócios, etc.

Nestas expedições de pensamento, me deparei, no blog da Mckinsey, com um dos melhores textos recentes sobre Gestão de Recursos Humanos e Educação: Competitive advantage with a human dimension: from lifelong learning to lifelong employability.

Traduzindo: Vantagem Competitiva com uma dimensão humana: do aprendizado vitalício para a empregabilidade vitalícia.

Em resumo, ele aponta alguns fatores fundamentais para justificar que as organizações precisam “abraçar a empregabilidade vitalícia”, nessa era de inteligência artificial, onde metade das atividades de trabalho pode ser automatizada. Essa nova noção vai desafiar os modelos tradicionais de aprendizado e desenvolvimento.

Mudando Paradigmas

O modelo de aprendizado formal que as empresas oferecem hoje não será capaz de preparar a força de trabalho para a transição ao mundo digital. Termos como “retraining” e “reskilling” têm um significado mais episódico do que perene. Além disso, o conceito de “aprendizagem vitalícia” também pode ser problemático, porque, embora pareça um mindset correto, se aplica mais àqueles com alto nível de instrução e é muito menos excitante para quem não gostava da escola desde o início.

Portanto, empregadores, empregados, instituições de ensino e o setor público precisam mudar paradigmas e começar a falar de empregabilidade vitalícia: como ajudar as pessoas a continuamente, e com sucesso, se adaptar enquanto a economia evolui.

É bom lembrar que a “Desescolarização” / Unschooling – termo usado primeiro pelo americano John Holt (1923-1985), no seu livro “Teach Your Own” –  tem ganho muito espaço nos dias atuais. Especialmente num contexto em que o Ecossistema de Fornecedores de educação e aprendizagem vai desde redes sociais até escolas formais, passando por repositórios gratuitos de aprendizagem e cursos abertos online.

curadoria  desses recursos passou a ser um dos grandes desafios do RH.

Os 4 Princípios Fundamentais

O artigo apresenta 4 princípios fundamentais que CEOS, executivos e gestores de RH precisam considerar daqui em diante:

  1. Aprenda sobre o Aprendizado;
  2. Pense em Competências, não em Diplomas;
  3. Invista nos trabalhadores de linha de frente e em empregos de entrada;
  4. Trabalhe com o setor público.

Nesse post, vou dar mais atenção ao primeiro.

Aprenda sobre o Aprendizado

A abordagem de muitas empresas no que diz respeito a aprendizagem e desenvolvimento ainda está focada em salas de treinamento e num modelo único para todos, práticas de 30 anos atrás.

Existe muita pesquisa séria em neurociência, psicologia, sociologia e pedagogia que precisa ser aproveitada para mudar essa abordagem, como, por exemplo:

  1. As pessoas aprendem melhor quando se relacionam.
  2. Cursos e treinamento são mais efetivos quando são elaborados para objetivos bem específicos e não como parte de um calendário obrigatório do RH.
  3. O microlearning – apresentar informações em formatos curtos, de 15 a 30 minutos – é mais efetivo do que sessões muito longas.
  4. O Big Data pode ajudar a customizar e medir a efetividade das experiências de aprendizagem.

Além disso, as empresas precisam ser cuidadosas com o uso de assessments, porque os testes podem estressar as pessoas e gerar mais prejuízos do que benefícios.

“As pessoas aprendem o que querem aprender.”

Os executivos e gestores de RH terão um papel fundamental na atitude das empresas em relação ao aprendizado. As pessoas aprendem o que querem aprender, via de regra. Portanto, caberá aos líderes inspirar o imperativo de continuamente melhorar as suas habilidades, para manter a empregabilidade vitalícia.

Os executivos e gestores de RH terão um papel fundamental na atitude das empresas em relação ao aprendizado. As pessoas aprendem o que querem aprender, via de regra. Portanto, caberá aos líderes inspirar o imperativo de continuamente melhorar as suas habilidades, para manter a empregabilidade vitalícia.

Sugiro fortemente a leitura do texto completo, mas deixo uma primeira mensagem que parece suficientemente importante:

Caberá especialmente aos gestores de RH redesenhar os seus modelos de atuação para aumentar a empregabilidade vitalíciados colaboradores e, principalmente, manter a sua própria.

Pense Melhor se concentra exatamente no trabalho de inovar os modelos de entrega de valor da área de RH, atuando em curadoria, design de experiências de aprendizagem e desenho de programas de transformação digital.

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